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Faustão descarta volta à TV após 4 transplantes e conta a Bial como foi a espera pelo coração

No Conversa com Bial desta terça (15), Faustão disse que não sente falta do trabalho e levou os dois médicos que o trataram. Eles explicaram como funciona a fila de transplante e por que ele esperou um mês em prioridade.

Faustão, de agasalho azul e camiseta amarela, sentado durante a entrevista ao Conversa com Bial
Faustão no Conversa com Bial exibido em 15 de setembro de 2026. Reprodução/TV Globo
  • Faustão, 76, disse a Pedro Bial que não pretende voltar à TV depois de três anos de hospital e quatro transplantes.
  • Levou ao programa os dois médicos que cuidaram dele, que explicaram por que um coração doente acabou comprometendo rim e fígado.
  • Na fila, ele esperou cerca de um mês pelo coração, em situação de prioridade.

Fausto Silva, o Faustão, 76, descartou voltar à televisão. No Conversa com Bial exibido nesta terça (15), na Globo, ele disse que não sente falta do trabalho e explicou o motivo: “Passei os últimos três anos mais no hospital do que em casa”.

Desde 2023, o apresentador recebeu quatro transplantes: coração, rim duas vezes e fígado. Agora, diz que quer viajar e ficar com a mulher, Luciana Cardoso, e os filhos Lara, João Guilherme e Rodrigo.

Como está Faustão hoje?

A rotina agora tem tai chi chuan, musculação e fisioterapia. Segundo ele, com a energia do corpo voltada para os órgãos novos, o resto sofreu: foram três anos internado, além dos efeitos colaterais do tratamento.

Faustão, de agasalho azul e camiseta amarela, conversa com Pedro Bial sentados frente a frente em uma sala
Faustão recebeu Pedro Bial para a entrevista exibida nesta terça (15). Reprodução/TV Globo

Perguntado por Bial se algum “filme triste” passou pela cabeça nesse período, respondeu que não e atribuiu isso a ter “um razoável bom humor”.

Na abertura da conversa, quando Bial perguntou se paciência cura, ele disse que sim e brincou com a mudança de temperamento: “Eu, que não tinha paciência para nada, fui doutrinado, ou melhor, adestrado para ter paciência”.

Na TV, hoje assiste principalmente a esporte, jornalismo, séries e filmes. Dos 33 anos de Globo, citou como legado os profissionais que começaram com ele e hoje estão em cargos de direção.

Por que Faustão precisou de quatro transplantes?

Faustão levou ao programa os médicos que o trataram: o cardiologista Fernando Bacal, que ele apresentou como responsável pela área de transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein, e o cirurgião cardíaco Fábio Gaiotto.

Segundo os médicos, a miocardiopatia de Faustão era intratável, e a equipe já sabia que ela terminaria em transplante quando o coração enfraquecesse. Bacal explicou a cadeia: o coração é a bomba que manda sangue ao corpo inteiro, e, quando ele falha, os outros órgãos sofrem.

No caso dele, o rim entrou em insuficiência, e o fígado já vinha sofrendo com a obesidade e com a cirurgia bariátrica que ele tinha feito. O transplante entra quando os órgãos chegam à fase final e não há outro tratamento.

Os médicos Fernando Bacal e Fábio Gaiotto, de terno escuro, sentados lado a lado durante a gravação do Conversa com Bial
Os médicos Fernando Bacal e Fábio Gaiotto, que cuidaram de Faustão, participaram da entrevista. Reprodução/TV Globo

Gaiotto contou como foi avisar o paciente de que trocaria o coração dele. Segundo o cirurgião, Faustão respondeu que não queria saber de detalhes e que era para fazer o que tivesse de ser feito.

Como funciona a fila de transplante no Brasil?

A fila é única, gerida pelo Ministério da Saúde, e todo brasileiro tem direito a ela. A ordem leva em conta a compatibilidade sanguínea, a gravidade do caso e o tempo de espera. Quem está na UTI, dependendo de remédio na veia ou de aparelho para sobreviver, passa à frente.

Foi o caso de Faustão, que esperou cerca de um mês em situação de prioridade até aparecer um coração compatível, segundo os médicos.

Eles disseram no programa que cerca de 50 mil brasileiros esperam um órgão e que o país faz perto de 30 mil transplantes por ano, a maioria de córnea. De coração, são por volta de 500.

Segundo os médicos, só 45% das famílias aceitam doar os órgãos de um parente. Se fossem 70% a 80%, o país provavelmente faria os transplantes de que precisa. Um único doador pode doar até seis ou sete órgãos.

Como a decisão final é da família, a orientação deles é deixar a vontade de ser doador dita em vida, numa conversa com os parentes. Faustão disse que aceitou a entrevista para agradecer a Bial e para chamar atenção para a doação de órgãos.

— Cláudia Fofoka

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Com informações do Conversa com Bial (TV Globo/Globoplay) e do jornal O Globo.

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