Ricardo Blat recebeu medula de uma doadora que não conhece; Caio Blat pede: “faça esse gesto”
Caio Blat contou no Sem Censura, da TV Brasil, que o primo trata uma leucemia desde 2025 e recebeu medula de uma jovem do interior de São Paulo. O cadastro no REDOME aceita gente de 18 a 35 anos e é feito no hemocentro.
- Ricardo Blat, 75 anos, trata uma leucemia desde 2025 e recebeu um transplante de medula óssea.
- A doadora é uma jovem de 20 e poucos anos do interior de São Paulo — a família não sabe o nome dela.
- Caio Blat levou o recado do primo à TV: “essa menina salvou a vida dele”.
O ator Ricardo Blat, 75 anos, recebeu uma doação de medula óssea de uma mulher que ele nunca viu e cujo nome ninguém na família conhece. Quem contou foi o primo dele, o ator e diretor Caio Blat, no programa Sem Censura, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães.
Você pode estar jogando dinheiro fora toda vez que lava a louçaAjudo · Renda extraQuero conhecerRicardo trata uma leucemia desde 2025. Caio disse no ar que foi encarregado de passar um recado: “Ele pediu para te mandar um recado, pra agradecer”.
O que Caio Blat disse no programa?
O Ricardo recebeu uma doação de medula. E ele pediu para dizer que essa menina salvou a vida dele. Agradecer a essa menina que ele não sabe o nome.
Caio Blat, no Sem Censura

No perfil dele, Caio repetiu o pedido em uma frase só: “Faça esse gesto você também”. E deixou o nome do registro que faz essa ponte — o REDOME, citado no programa por Cissa Guimarães.
Quem pode se cadastrar como doador de medula?
O cadastro no REDOME aceita gente de 18 a 35 anos, em bom estado de saúde. Uma vez feito, ele fica ativo até o doador completar 60. Basta ir a um hemocentro com documento com foto, assinar o termo de consentimento e deixar uma amostra de sangue.
Essa amostra não é a doação. Ela serve para mapear os marcadores genéticos HLA, que é o que define compatibilidade. Repare na conta: a doadora do Ricardo tem 20 e poucos anos — está exatamente dentro da janela de cadastro.

Por que achar um doador é tão difícil?
Porque a compatibilidade é genética, e a chance entre pessoas sem parentesco pode ser de uma em 100 mil. Quando ninguém da família serve, o paciente entra na fila do registro e passa a depender de um desconhecido que se cadastrou anos antes, sem saber para quem.
É por isso que o número de cadastrados importa tanto. O REDOME é o terceiro maior registro do mundo, com mais de 4 milhões de pessoas, e recebe cerca de 125 mil novos cadastros por ano. Cada entrada aumenta a chance de alguém como Ricardo achar o par.
A coleta pode ser feita de duas formas, e quem decide é a equipe médica junto com o doador: por aférese, em que uma máquina separa as células do sangue e não exige internação; ou por punção óssea, em centro cirúrgico, com anestesia.
Como está Ricardo Blat hoje?
Ele está afastado dos palcos para concluir o tratamento. A peça que os dois montaram juntos, “Subversão Kafka”, estreou em março em São Paulo — e boa parte dos ensaios aconteceu no hospital, com Ricardo internado, ou na casa dele.

Ricardo conseguiu subir ao palco na estreia, depois de receber alta. A temporada paulistana terminou em abril, no Sesc Bom Retiro. Agora a montagem está no Rio, no Teatro PRIO, com Caio e Pedro Henrique Müller em cena e trilha ao vivo de Fernando Moura.
O que a Foka acha: o que segura a história é o anonimato. A doadora não sabe quem salvou, a família não sabe quem agradecer, e por isso o recado só chega se for dito em público — foi o que Caio fez. Para quem tem entre 18 e 35 anos, virar a resposta de alguém custa uma ida ao hemocentro.
— Cláudia Fofoka
Mais em famosos: a morte de Netinho, depois de um linfoma, o que é a síndrome nefrótica da filha de Junior Lima e a doença de Lito Sousa que não é a da vaca louca.
Com informações do Sem Censura (TV Brasil), do perfil de Caio Blat, do REDOME/INCA e de NSC Total (Luiza Feppe).
