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A Fazenda 18: quando estreia, quem está cotado e o fim do Paiol

A temporada estreia em 14 de setembro com 22 peões, 11 homens e 11 mulheres, e sem duas marcas registradas: Paiol e Infiltrado. A lista de cotados que circula tem ex-BBB, influenciador e um nome de 2001 — e a Record avisa que lista de rede social não é escalação.

Adriane Galisteu de chapéu de cowboy e camiseta com o logo de A Fazenda, sorrindo na sede do reality
Adriane Galisteu na sede de "A Fazenda"; a 18ª temporada estreia em 14 de setembro. Divulgação/Record
  • “A Fazenda 18” estreia em 14 de setembro, uma segunda-feira, com Adriane Galisteu no sexto ano à frente do reality da Record.
  • São 22 peões, 11 homens e 11 mulheres. A edição perde duas marcas registradas: não terá Paiol nem Infiltrado.
  • A lista de cotados que circula tem ex-BBB, influenciador, ator e um nome de 2001 — e a Record avisa que lista de rede social não é escalação.

A temporada nova de “A Fazenda” tem data marcada: 14 de setembro. Quem anunciou foi a própria Adriane Galisteu, em julho, durante uma participação no “Casa do Patrão” — e ela já entregou o tamanho do compromisso.

Teremos novas mecânicas, que ainda não posso contar. A gente sempre traz algo novo, mas nunca perde a essência: a alma caipira, o galo canta cedo, o chicote tá na mão. A partir do dia 14 de setembro teremos Fazenda ao vivo e só paramos no Natal.

Adriane Galisteu, no anúncio da data

A fala foi reproduzida por Juliana Gomes, no Tracklist. “Só paramos no Natal” é a informação de agenda que interessa: são três meses e meio de programa ao vivo, praticamente todos os dias.

O que muda: adeus Paiol, adeus Infiltrado

Duas mudanças de formato foram adiantadas pelo colunista Flávio Ricco e reunidas por Patrícia Marques, na Rádio Itatiaia. São 22 participantes, divididos em 11 homens e 11 mulheres — e some o Paiol, some o Infiltrado.

Para quem não acompanha desde o começo, vale saber o que estava sendo cortado. O Paiol era a antessala: candidatos extras ficavam confinados num galpão à parte e o público votava em quem entrava de verdade na sede. Servia para dar ao espectador uma decisão logo na largada e para testar quem tinha torcida antes de gastar uma vaga. O Infiltrado era um peão com missão secreta, que precisava cumprir tarefas sem ser descoberto — o mecanismo de desconfiança da casa, embutido no elenco.

Tirar os dois muda o ritmo da estreia. Sem Paiol, os 22 entram de uma vez e a primeira votação do público passa a ser a roça, não a porta. Sem Infiltrado, a paranoia deixa de ser produzida por roteiro e passa a depender do que o elenco fizer sozinho — o que joga todo o peso da temporada para o casting. No lugar deles, a produção promete uma dinâmica inédita na primeira semana, capaz de tirar ou colocar gente na casa.

Adriane Galisteu de chapéu preto e jaqueta com franjas, microfone na mão, na sede de A Fazenda
Galisteu apresenta o reality pelo sexto ano seguido; a temporada vai ao ar ao vivo até o Natal. Reprodução/iBahia

Quem está cotado — e por que a lista sempre vaza

Os nomes que circulam até agora:

  • Marcelo Alves — ex-BBB 26
  • Diego Alemão — campeão do BBB 7
  • Anamara Barreira — BBB 10 e BBB 13
  • Eike Duarte e Nicholas Torres — atores
  • Lays Peace e Malévola Alves — influenciadoras
  • Sarah Marina — “Ilhados com a Sogra”
  • Vera Claudia — “Story Secret”
  • Rayne Luiza — ex-mulher de Pedro, do BBB 26
  • Marco Mastronelli — primeira “Casa dos Artistas”, de 2001

Olhe a lista de novo e o critério aparece. Não é fama — é conflito com histórico. Três ex-BBB de edições diferentes chegam com rivalidades e memória de público prontas. Uma ex-mulher de participante recente entra com uma história que o espectador já sabe contar. Ex-participantes de realities menores vêm com repertório de confinamento e nada a perder. E Mastronelli, da “Casa dos Artistas” de 2001, é o degrau de nostalgia: um nome de 25 anos atrás alcança a faixa de público que não segue influenciador nenhum.

Agora, o aviso da emissora, e ele é sincero mesmo servindo aos interesses dela. O diretor do núcleo de realities, Rodrigo Carelli, diz que a equipe prepara um “supercasting” e que as listas que rodam nas redes não devem ser tratadas como oficiais.

O motivo de vazar é aritmético. Para fechar 22 vagas, uma produção conversa com muito mais gente do que cabe — sonda empresário, faz teste, discute cachê, pede exame médico e psicológico. Cada nome sondado é uma pessoa que sabe, mais o empresário dela, mais o assessor. O vazamento sai desse estágio, não do contrato assinado, e por isso boa parte da lista é verdadeira como negociação e falsa como elenco.

E desmentir sai de graça. Enquanto o elenco não é revelado, cada lista falsa rende semanas de discussão sobre um programa que ainda não estreou. A Record não precisa comprar essa conversa, só precisa não confirmar — o que explica por que o “não é oficial” chega sempre acompanhado de “vem grande novidade por aí”.

Vale lembrar de onde vem a apresentadora nesta temporada: o filho de Galisteu, Vittorio, acabou de fazer 16 e foi para um internato na Suíça — semestre que cai exatamente nos meses em que ela fica presa ao ao vivo. Mais reality e bastidor de emissora na editoria de TV e realities.

O que a Foka achaCortar Paiol e Infiltrado no mesmo ano é uma aposta alta, e a Fofoka acha que é a aposta certa. Os dois eram muletas: um dava ao público uma decisão antes de ele conhecer alguém, o outro fabricava desconfiança que o elenco deveria produzir sozinho. Sem eles, “A Fazenda 18” fica sem rede — se o casting for morno, não há mecânica que salve, e todo mundo vai ver. É por isso que a briga pela lista importa tanto este ano e é por isso que a Record não a solta. O programa apostou tudo em quem entra pela porta, e agora precisa que os 22 nomes valham os três meses e meio até o Natal.

— Cláudia Fofoka

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