Filho de Galisteu faz 16 e vai morar sozinho na Suíça
Vittorio completou 16 anos numa viagem de família à Espanha que termina num internato suíço, onde ele cursa um semestre. O período coincide com a temporada de "A Fazenda", que a apresentadora grava de setembro a dezembro.
- Vittorio, filho de Adriane Galisteu com o empresário Alexandre Iódice, completou 16 anos na terça-feira (4), durante uma viagem de família à Espanha.
- A viagem não é só férias: é a última parada antes de ele ficar um semestre num internato na Suíça, morando sozinho pela primeira vez.
- O período em que ele estará fora coincide com a temporada de “A Fazenda”, que Galisteu apresenta de setembro a dezembro — ela já tinha avisado que seria assim.
Adriane Galisteu, 53, publicou na terça-feira (4) um álbum de fotos com o filho Vittorio, que completou 16 anos. O texto pegou o tom que o público reconheceu na hora — e que rendeu a matéria em meio mundo de portal —, mas a frase mais importante não estava no post: era a data.
O aniversário aconteceu no meio de uma viagem em família pela Espanha que tem destino final marcado: um internato na Suíça, onde o adolescente vai cursar um semestre e morar sozinho pela primeira vez. A família embarcou do Brasil em 28 de julho. A homenagem de 16 anos é, na prática, uma despedida.
O que ela escreveu
É impossível explicar o que aconteceu comigo no dia em que você chegou. Você me apresentou um amor que eu nem imaginava ser capaz de sentir. Um amor que transforma, ensina, desafia e dá sentido a tudo. Ver você crescer é o maior privilégio da minha vida.
Adriane Galisteu, no post de aniversário
Nos comentários, o próprio Vittorio respondeu: “Te amo muito. Você é a mulher mais importante e especial do mundo”. Ele também retribuiu a homenagem publicada pelo pai. O registro completo das mensagens foi feito por Cláudia Galvão, no Alagoas 24 Horas, e por Ghean Fernandes, no TV Prime.
A despedida foi em São Paulo, uma semana antes
Antes de embarcar, a apresentadora reuniu família e amigos próximos em São Paulo. A cena foi contada por ela mesma a Henrique Carlos, no Portal Leo Dias:
Está todo mundo chorando por aqui. Todo mundo entende que é um privilégio e uma baita oportunidade. Sabemos da importância de viver uma experiência como essa, mas sentimos o aperto no coração nessa hora. Filho único tem um peso completamente diferente.
Adriane Galisteu

O que é uma boarding school suíça
Vale entender o mecanismo, porque o nome soa como intercâmbio e não é a mesma coisa.
Não é programa de intercâmbio, é matrícula. No intercâmbio tradicional, o estudante mora com uma família anfitriã e frequenta uma escola local. Na boarding school, a escola é também a casa: o aluno dorme no campus, come lá, cumpre horário de estudo supervisionado à noite e tem fim de semana com programação. A instituição assume o papel que seria da família na rotina inteira, e é por isso que ela é vendida como formação de caráter, não só de currículo.
Um semestre é o formato de teste. Meio ano é o pacote que as escolas oferecem para quem quer experimentar o modelo sem transferir a vida escolar inteira. O aluno cursa o período, volta e retoma no Brasil — ou fica, se der certo. Aos 15 ou 16 anos, é a idade típica em que essa porta é aberta.
Os preços são de outro campeonato. A Suíça concentra os internatos mais caros do mundo. Levantamentos do setor colocam o piso em torno de 38 mil francos suíços por ano nas escolas mais baratas, e as de elite — como o Le Rosey e o Institut auf dem Rosenberg — chegam a 150 mil francos anuais, algo próximo de R$ 840 mil, com moradia, plano de saúde, alimentação e viagens escolares incluídos. A família não informou qual escola Vittorio vai cursar.
O produto real é a rede. Nenhuma dessas escolas ensina matemática melhor do que um bom colégio brasileiro caro. O que se compra é a sala de aula com quinze nacionalidades, o inglês e o francês em uso diário, e principalmente a lista de ex-alunos — filhos de empresários, de políticos e de famílias reais europeias. Para quem declara querer trabalhar no mercado financeiro, como Vittorio disse em entrevista ao site Quem em março, essa lista é a matéria mais valiosa do currículo.
Por que a data faz diferença
Aqui está o detalhe que explica a emoção pública da apresentadora, e ela mesma já tinha antecipado em março, em conversa registrada por Juliana Dracz, na CARAS Brasil: o semestre do filho na Europa cai exatamente sobre a temporada de “A Fazenda”, o reality da Record que ela apresenta e que ocupa a agenda dela de setembro a dezembro. A 18ª edição estreia em 14 de setembro.
A ida dele vai ser justamente em uma época em que eu vou estar super atarefada com A Fazenda, de setembro a dezembro. Então, vou morrer do coração… Vou tentar ficar com ele o máximo que puder. Acabando o programa, corro para lá de novo.
Adriane Galisteu, em março de 2026
Ou seja: os meses em que ele estará mais longe são precisamente os meses em que ela tem menos liberdade para atravessar o Atlântico. A viagem em família até a Espanha, com o aniversário de 16 anos no meio, é o tempo que sobrou antes disso começar.
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O que a Foka achaO post de aniversário circulou como declaração de mãe coruja e é isso mesmo — só que com data marcada. Um internato suíço é uma decisão que separa a família por meio ano e custa o preço de um apartamento, e a Galisteu foi honesta ao dizer, meses antes, que é privilégio e é aperto ao mesmo tempo. As duas coisas cabem juntas. O que dá o tamanho da história é o calendário: ela vai passar de setembro a dezembro apresentando um programa que exige presença diária no estúdio enquanto o filho único está a dez mil quilômetros. Quem já entregou um filho na porta de um alojamento sabe que o texto bonito é a parte fácil.
— Cláudia Fofoka