Anel de R$ 6 milhões de Marina Ruy Barbosa vira prova em processo da família do noivo
A Marabraz pediu recuperação judicial na segunda (17) e apontou a briga de família como causa. Marina Ruy Barbosa não é parte no processo.
- O anel de noivado de Marina Ruy Barbosa, avaliado em cerca de R$ 6 milhões, foi citado num processo judicial da família do noivo.
- A joia entrou na ação como exemplo do “padrão de vida de luxo extremo” atribuído aos netos do fundador da Marabraz.
- A varejista pediu recuperação judicial na segunda (17), com dívida de R$ 140 milhões. A atriz não é parte no processo.
O anel que Abdul Fares deu a Marina Ruy Barbosa, 31, foi comprado em Dubai, é cravejado de diamantes e vale cerca de US$ 1 milhão — uns R$ 6 milhões. Está numa petição judicial há meses, como prova de gasto.
O caso voltou à tona agora porque a Marabraz, a rede de móveis da família dele, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda (17). A atriz não é parte na ação — o anel é que virou argumento.
Por que o anel entrou no processo?
Para provar padrão de vida. Na ação, os autores usam a joia como demonstração de que os netos do fundador da Marabraz fariam “retiradas anuais milionárias” para sustentar o que o documento chama de “luxo extremo”.
O objetivo do pedido era tirar Abdul e os outros netos do comando da LP Administradora de Bens, a holding que controla os imóveis da família. Quem entrou com a ação foram os irmãos Nasser e Jamel Fares, filhos do fundador.

O que é a LP Administradora de Bens?
É uma holding patrimonial — empresa criada para guardar os imóveis da família num CNPJ separado do negócio que opera. Serve para organizar herança e, principalmente, para separar o patrimônio do risco da operação.
Em meados de 2011, os filhos do fundador passaram as cotas que tinham na LP para os próprios filhos. Com isso o controle da holding foi para a geração seguinte, incluindo o noivo de Marina.
Anos depois, os filhos foram à Justiça dizer que aquela transferência tinha sido “operação simulada”, feita para blindar o patrimônio de dívidas da varejista. Os netos respondem que a transferência foi legítima e que a ação nasceu de desavença familiar.
Em setembro de 2025, a Justiça manteve os netos no controle. O entendimento foi de que quem alega ter feito a manobra para despistar credor não pode depois pedir a anulação do próprio negócio.
Por que a Marabraz pediu recuperação judicial?
Aqui a briga de família encontra o caixa. No pedido, os advogados da varejista dizem que perder o acesso aos imóveis da LP tirou da empresa a garantia que ela usava para levantar crédito.
As instituições financeiras passaram a demandar novas garantias, reduziram limites de crédito, elevaram o custo das operações e, em diversos casos, deixaram de renovar linhas indispensáveis ao capital de giro.
Trecho do pedido de recuperação judicial da Marabraz
É o mecanismo de sempre no varejo: a loja compra móvel antes de vender e precisa de capital de giro para segurar o intervalo. Sem imóvel para dar em garantia, o banco cobra mais caro ou simplesmente não renova — e a dívida chegou a R$ 140 milhões.

Quem é o noivo de Marina Ruy Barbosa?
Abdul Fares é neto do fundador da Marabraz e um dos administradores da LP, a holding do centro da disputa. Ele não comanda a varejista, que segue com os irmãos Nasser e Jamel.
A rede de móveis existe há mais de cinco décadas e é uma das marcas mais conhecidas do varejo de São Paulo. Recuperação judicial é o pedido de prazo para renegociar a dívida com os credores e seguir operando. A empresa não fecha as portas.
O que a Foka acha: a joia não decide nada juridicamente — ela é ilustração de gasto num processo sobre cotas de holding. Mas explica por que o caso saiu do caderno de economia: R$ 140 milhões é um número abstrato, e um anel de R$ 6 milhões não é. Quem paga o custo de imagem, nesse caso, é quem nem parte no processo é.
Mais de herança e patrimônio: a casa de Gal Costa vendida depois de 3 anos de disputa, os carros de luxo apreendidos de Deolane e o noivado de Luísa Sonza. Da TV: quem é quem em “Quem Ama Cuida”. Mais em Famosos.
— Cláudia Fofoka
Com informações do pedido de recuperação judicial da Marabraz, de Flávio Monteiro, da VEJA, de Gabriella Furquim, do Metrópoles, e de Junior Melo, do Terra Brasil Notícias.