MP pede para vender 4 carros de luxo apreendidos de Deolane; veja quais são e quanto valem
A alienação antecipada transforma o bem apreendido em dinheiro guardado — que volta ao dono se ele for absolvido no fim do processo.
- O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a venda antecipada de quatro carros de luxo apreendidos na investigação que envolve Deolane Bezerra.
- Juntos, os veículos são avaliados entre R$ 4,4 milhões e R$ 8,1 milhões.
- O pedido ainda será analisado pelo Judiciário e não significa perda definitiva dos bens nem culpa reconhecida.
O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a venda antecipada de quatro carros de luxo apreendidos durante a investigação que envolve Deolane Bezerra. A informação foi revelada pelo Metrópoles.
O conjunto é avaliado entre R$ 4,4 milhões e R$ 8,1 milhões — a faixa varia porque cada veículo foi estimado com um preço mínimo e um máximo. O pedido depende de decisão judicial e ainda não foi apreciado.
Quais carros o MP quer vender?
- Mercedes-Benz AMG G63 4M — de R$ 1,5 milhão a R$ 3,5 milhões
- Cadillac Escalade — de R$ 1,45 milhão a R$ 2,4 milhões
- Land Rover Range Rover P530 AB — de R$ 992 mil a R$ 1,29 milhão
- Volkswagen Tiguan Allspace RL — de R$ 140 mil a R$ 299.990
Os quatro foram apreendidos no curso da investigação. Segundo o UAI, a polícia também apresentou um pedido para usar os veículos enquanto o processo corre, o que é um caminho diferente da venda.

O que é alienação antecipada?
É o instrumento que o MP acionou. A lei permite que um bem apreendido seja vendido antes do fim do processo quando ele tende a se deteriorar ou perder valor durante a espera — e o dinheiro fica depositado até a sentença.
Carro é o exemplo clássico. Parado num pátio por anos, ele desvaloriza, enferruja e gera custo de manutenção, guarda e seguro. Ao final, pode valer uma fração do preço que tinha no dia da apreensão.
A advogada criminalista Suéllen Paulino, ouvida pelo Metrópoles, aponta que apreensão, alienação antecipada e confisco produzem efeitos jurídicos diferentes e costumam ser confundidos.
O processo criminal pode durar anos. Nesse período, um automóvel parado se deteriora, desvaloriza, gera despesas de manutenção e pode chegar ao final da ação valendo apenas uma fração do que valia quando foi apreendido.
Suéllen Paulino, advogada criminalista, ao Metrópoles

Deolane perdeu os carros?
Não. São três etapas distintas, e o caso está na primeira delas.
Na apreensão, o bem sai das mãos do investigado, mas continua sendo dele. Na alienação antecipada, o bem vira dinheiro guardado — que volta para o dono se ele for absolvido. No confisco, aí sim o patrimônio é perdido, e isso só ocorre com condenação.
Por isso o pedido do MP não antecipa resultado de julgamento. Se a Justiça autorizar a venda e Deolane for absolvida no fim, ela recebe o valor apurado no leilão, não os carros.

O que a Foka acha: repare no tamanho do que está parado. São quatro carros, de R$ 4,4 milhões a R$ 8,1 milhões, imobilizados desde a apreensão e sem previsão de uso. É o cenário exato para o qual a alienação antecipada foi escrita: patrimônio alto sem circular enquanto o processo corre, acumulando custo de guarda.
Mais casos por aqui: o youtuber preso com mais de 20 carros de luxo apreendidos em MS, Carlos Alberto de Nóbrega na Justiça contra a ex e Fiuk assume dívidas e pede ajuda. Mais em Famosos.
— Cláudia Fofoka
Com informações do Metrópoles; de Laís Gouveia, do Brasil 247; e do UAI.