José Loreto vira Chorão em Só os Loucos Sabem: 6 meses de preparo e estreia em março de 2027
A cinebiografia do vocalista do Charlie Brown Jr. é dirigida por Hugo Prata e Felipe Novaes e conta a história pelos olhos da companheira do cantor.
- José Loreto vive Chorão em “Chorão: Só os Loucos Sabem”, exibido no Festival de Gramado na segunda (17).
- O roteiro parte do livro que Graziela Gonçalves, companheira do cantor por 22 anos, escreveu sobre os dois.
- A estreia nos cinemas está prevista para março de 2027. A direção é de Hugo Prata e Felipe Novaes.
José Loreto, 42, apareceu na tela do Festival de Gramado com touca, óculos escuros e o gestual de Chorão — e saiu de lá com a parte menos discutida do filme. As resenhas de Gramado divergiram sobre o roteiro e convergiram no elogio a ele.
“Chorão: Só os Loucos Sabem” foi exibido na segunda (17), na mostra competitiva de longas brasileiros do 54º Festival. É a segunda vez que o cinema encara o vocalista do Charlie Brown Jr., e desta vez em ficção.
Quando estreia o filme do Chorão nos cinemas?
A previsão é março de 2027. O longa é produção da Bravura Cinematográfica, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes — quem viu em Gramado viu antes de todo mundo.
Quem dirige são Hugo Prata e Felipe Novaes. Novaes já tinha feito “Chorão: Marginal Alado”, documentário de 2021 sobre o mesmo personagem, e agora repete o assunto em formato de ficção.

Sobre o que é “Só os Loucos Sabem”?
É a história do namoro dos dois, com a carreira em volta. A trama começa em Santos, cidade natal do cantor, quando Alexandre Magno Abrão conhece Graziela Gonçalves — vivida por Nanda Marques.
O roteiro é de Duda de Almeida e se baseia no livro dela, “Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz? — Minha história de amor com Chorão”. Os dois ficaram juntos 22 anos.
Segundo Hugo Prata, foi ela quem mudou a direção da banda. Chorão chegou a Santos como skatista de banda de rock pesado cantando em inglês, e Graziela o convenceu a prestar atenção nos ritmos brasileiros e a cantar em português.
Já tínhamos uma noção forte de quem era o Chorão, da sua humanidade. Ele é um personagem muito rico para a dramaturgia.
Felipe Novaes, em coletiva no Festival de Gramado
Como José Loreto se preparou para o papel?
Foram seis meses de preparação para chegar ao trejeito, à fala e ao canto de um cantor que o público conhece de cor. Loreto disse que o processo não ficou só na técnica.
“A vida dele me fez refletir sobre meus medos e fragilidades”, afirmou o ator sobre o personagem. Chorão morreu em 2013, aos 42 anos — a mesma idade que Loreto tem agora.

O que a crítica achou do filme?
Rachou. Nas resenhas que saíram de Gramado, a atuação de Loreto aparece como o ponto alto e o roteiro leva a crítica: passa rápido demais pelos momentos da trajetória e cria saltos que atrapalham o ritmo.
A presença constante de Graziela na narrativa também apareceu como ressalva. Como o livro é dela, o filme vê Chorão pelos olhos dela — o que fecha alguns caminhos, entre eles a relação do cantor com as perdas que atravessaram a vida dele.
O que a Foka acha: cinebiografia que parte do livro de quem viveu a história ganha um acesso que nenhuma pesquisa dá, e enxerga o resto pela mesma janela. Se a queixa das resenhas é que falta o Chorão de fora da relação, essa escolha veio junto com a fonte.
Mais de José Loreto e de estreia: o sensor que ele usa no braço em “Quem Ama Cuida”, quem é quem no elenco da novela e Dave Bautista como Kratos em God of War. Nos cinemas: a estreia de “Sobrenatural: Agora Entre Nós”. Mais em TV e Realities.
— Cláudia Fofoka
Com informações de Mariana Toledo, do Tela Viva, de Paulo Henrique Silva, do O Tempo, e da coletiva de imprensa do 54º Festival de Cinema de Gramado.