José Loreto tem diabetes? O sensor no braço dele em Quem Ama Cuida e o que ele mede
O aparelho é do ator, não do personagem Iuri — e a diferença entre ele e o teste de ponta de dedo muda a rotina de quem usa.
- José Loreto apareceu sem camisa em “Quem Ama Cuida” com um dispositivo branco preso ao braço esquerdo.
- É um sensor de monitoramento contínuo de glicose: o ator tem diabetes tipo 1 desde os 14 anos.
- Ele fala publicamente sobre a doença desde pelo menos 2018 e já mostrou o sensor num desfile da SPFW.
No capítulo de “Quem Ama Cuida” exibido na quinta (13), José Loreto apareceu sem camisa numa cena e o público reparou num detalhe: um adesivo branco e redondo, preso à parte de trás do braço esquerdo.
O aparelho é do próprio Loreto, e não do personagem Iuri: um sensor de monitoramento contínuo de glicose. O ator convive com diabetes tipo 1 desde os 14 anos.
O que é o sensor no braço de José Loreto?
É um aparelho de monitoramento contínuo, conhecido pela sigla CGM. Ele é aplicado na parte de trás do braço, fica grudado na pele por alguns dias e mede a glicose no líquido que banha as células, não no sangue direto.
O dado vai para o celular ou para um leitor próprio. Em vez de um número isolado, a pessoa vê a curva do dia inteiro — e o aparelho apita quando a glicose cai ou sobe demais.
A diferença prática é essa. O teste de ponta de dedo dá uma foto do momento; o sensor mostra para onde a glicose está indo, o que muda a decisão sobre comer ou aplicar insulina.

José Loreto fala sobre o diabetes?
Fala, e há anos. No “Conversa com Bial”, contou que o diagnóstico veio na adolescência, depois de uma viagem da família a Natal.
Eu me tornei diabético aos 14 anos. De uma hora para outra, o pâncreas pifa, para de fabricar insulina.
José Loreto, no “Conversa com Bial”
O sinal que levou à suspeita foi doméstico: “depois dessa viagem, comecei a ver que toda vez eu urinava na privada, começava a dar formiga”, disse. Açúcar em excesso no sangue sai pela urina, e é isso que atrai o inseto.
Em entrevista ao Gshow, em 2018, ele explicou por que não esconde o aparelho nem a aplicação: “eu meço minha glicose em todos os lugares. Qualquer lugar! E aplico insulina também. Não tem que ter vergonha de nada”.
Não é a primeira aparição pública do sensor: em 2023, ele desfilou com o dispositivo à mostra na São Paulo Fashion Week.

Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?
No tipo 1, o próprio sistema imune destrói as células beta do pâncreas, que fabricam insulina. O corpo para de produzir o hormônio, e quem tem precisa aplicá-lo. É o que explica a endocrinologista Deborah Beranger.
No tipo 2, o pâncreas até produz insulina, mas as células respondem mal a ela. Esse é o quadro mais comum: representa cerca de 90% dos casos de diabetes.
A insulina serve para colocar a glicose dentro das células, onde ela vira energia. Sem o hormônio ou com ele funcionando mal, o açúcar se acumula no sangue — a hiperglicemia.
Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, o quadro sem controle pode afetar visão, rins, coração, nervos e membros inferiores, além de atrapalhar cicatrização. É por isso que o monitoramento pesa tanto na rotina.

O que a Foka acha: o sensor podia ter sido coberto por maquiagem, como se faz com tatuagem que não combina com o personagem. Ficou à mostra, e o nome do ator passou de mil buscas no Google Trends brasileiro nesta quinta, sete dias depois da cena. É o efeito que ele mesmo descreveu em 2018, ao dizer que se cuidar publicamente serve para conscientizar.
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— Cláudia Fofoka
Com informações de Guilherme Sillva, de A Gazeta; de Luana Veiga, do Alô Alô Bahia; e das entrevistas de José Loreto ao “Conversa com Bial” e ao Gshow. Este texto não substitui consulta médica.