Tony Bellotto fala do câncer de pâncreas e diz que gostaria de continuar vivo nos próximos anos
Na entrevista publicada em 5 de novembro, Tony Bellotto relatou a retomada da rotina após cirurgia e quimioterapia e falou do desejo de seguir fazendo música e escrevendo.
- Tony Bellotto falou sobre o câncer de pâncreas em entrevista publicada em 5 de novembro.
- O guitarrista dos Titãs disse que está sem quimioterapia no momento, mas segue em tratamento.
- Ao falar dos próximos anos, ele apontou continuar vivo como seu primeiro desejo.
Tony Bellotto, 66, quer continuar vivo para fazer música, escrever e se divertir. Em entrevista publicada na quinta-feira (5), o guitarrista dos Titãs falou sobre o câncer de pâncreas e disse que retomou atividades como tocar, escrever e malhar, mantendo o tratamento.
Agora dá para ganhar dinheiro só conversandoA tarefa nova paga pela conversa gravada, sobre qualquer assunto.Ajudo · Ganhe dinheiroVer as regrasO que Tony Bellotto tem e quando anunciou o diagnóstico?
O músico tornou público o diagnóstico de um tumor no pâncreas em 3 de março de 2025, numa segunda-feira. Na ocasião, ele e os Titãs divulgaram uma nota sobre o achado em exame de rotina e a pausa temporária dos palcos para uma cirurgia.
Desde aquele anúncio, Bellotto passou por cirurgia e sessões de quimioterapia. Na entrevista de 5 de novembro, afirmou que não estava mais fazendo quimioterapia naquele momento, mas continuava em tratamento para controlar a doença. Também relatou ter conseguido recuperar a rotina de trabalho e exercícios.
Ele contou que um formigamento na mão direita dificultou tocar num período próximo à cirurgia. Segundo Tony, a prática e a adaptação ajudaram a superar o desconforto. Ao responder sobre sequelas, disse estar bem e tocar normalmente.

O que Tony Bellotto disse sobre o futuro e a música?
Ao responder o que gostaria de fazer ou viver nos próximos anos, Tony colocou a sobrevivência antes dos projetos. Na conversa publicada em 5 de novembro, resumiu seu desejo:
“Nos próximos anos, primeiro eu gostaria de continuar vivo. Isso vai ser o suficiente.”
Tony Bellotto, em entrevista publicada em 5 de novembro de 2026
Em outra entrevista, publicada na quarta-feira (4) e concedida por mensagens de áudio, ele descreveu a música como um alívio emocional. Contou que, durante uma apresentação de uma hora e meia ou duas horas, o medo e os pensamentos sobre a doença desaparecem.
Tony também disse que se preocupa com o sofrimento que sua morte poderia causar a quem ama. Por isso, procura mostrar que está bem e preparado para encarar o que vier. Afirmou também que cada dia ganhou mais valor após o diagnóstico.
Bellotto concilia as guitarras dos Titãs com a literatura: é autor de romances policiais e criou o detetive Remo Bellini. A série começou com Bellini e a Esfinge, de 1995. Entre seus outros livros está Dom, publicado em 2020.

Como é o tratamento do câncer de pâncreas?
O câncer de pâncreas é um tumor maligno nesse órgão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), normalmente a doença não provoca sinais e sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, manifestações como perda de peso, dor abdominal e pele amarelada também podem ter outras causas.
O INCA explica que a escolha do tratamento depende do tipo de tumor, dos exames que mostram sua extensão e da avaliação clínica. O estado geral do paciente também pesa nessa decisão. A cirurgia é, segundo o instituto, o único método capaz de oferecer chance de cura, mas é possível em uma minoria dos casos, porque a doença costuma ser descoberta em fase avançada.
Quando a cirurgia não é apropriada, o instituto aponta quimioterapia e radioterapia como formas de tratamento. O INCA descreve as opções em geral; a sequência de cirurgia e quimioterapia é o que Bellotto relatou sobre o próprio caso. O INCA também inclui no cuidado o suporte para aliviar dor, depressão, falta de ar e outras manifestações.
Por que Tony Bellotto foi convidado para um congresso de oncologia?
As entrevistas antecedem sua participação anunciada no Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, com programação de 5 a 7 de novembro, no Rio de Janeiro. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica convidou o artista para aproximar criação artística, ciência e experiência do adoecimento.
Bellotto contou que o convite partiu da presidente da sociedade, Clarissa Baldotto, e que chamou sua oncologista, Fernanda Capareli, para conversar com ele. A proposta é compartilhar a visão de quem recebe o cuidado e refletir sobre a relação entre medicina e criação artística.
A carreira dele nos Titãs e nos livros está na ficha de Tony Bellotto. Leia também o relato de Silvia Buarque sobre o câncer de mama. Acompanhe outras entrevistas na editoria Famosos e notícias de artistas em Música.
Com informações de Bernardo Yoneshigue, de O Globo; Cláudia Collucci, da Folha de S.Paulo; gshow; Marina Toledo, da CNN Brasil; Rádios EBC; Fernanda Ribas Management; Instituto Nacional de Câncer; e Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Imagens: Roda Viva/TV Cultura, TITÃS e Companhia das Letras.
— Cláudia Fofoka
