Lauana Prado deixa a maternidade com Dom, após 4 anos de FIV
A cantora saiu do Hospital Pro Matre nesta quarta (5) com o primeiro filho e a esposa, Tati Dias. Dom nasceu de cesárea em 31 de julho, com 2,995 kg, no fim de um processo de fertilização in vitro que a médica dela descreveu como uma jornada de quatro anos.
- Lauana Prado, 37, deixou a maternidade nesta quarta-feira (5) com Dom, seu primeiro filho, ao lado da esposa, a influenciadora Tati Dias, 36.
- O menino nasceu na sexta-feira (31), de cesárea, no Hospital Pro Matre, em São Paulo, com 2,995 kg e 38 semanas.
- A gravidez veio por fertilização in vitro, no fim de um processo que a médica da cantora descreveu como uma jornada de quatro anos.
Lauana Prado saiu do hospital nesta quarta-feira (5) com Dom no colo, cinco dias depois do parto. Ao lado, Tati Dias, com quem a cantora se casou em junho. O registro da saída foi feito por Kátia Flávia, no Jornal de Brasília.
O bebê nasceu às 7h30 de sexta-feira (31), de cesárea, no Hospital Pro Matre, em São Paulo, pesando 2,995 kg, com 38 semanas de gestação. Quando a notícia saiu, as buscas pelo nome da cantora subiram mais de 1.000% em 24 horas no Google — a maior movimentação que o nome dela já teve.
A carta que ela escreveu antes de entrar na sala de parto
Depois de uma jornada intensa, arrebatadora e linda sendo sua casa e me colocando completamente a serviço de gerar sua vida, é chegada a hora de te receber aqui, nos meus braços. Cada renúncia, cada oração, cada lágrima, cada sorriso e cada espera valeram a pena porque me trouxeram até você.
Lauana Prado, horas antes da cesárea
Logo depois do nascimento, Tati Dias gravou um vídeo para os seguidores: “Nasceu nosso neném! O Dom é a coisa mais linda do mundo. Foi um parto lindo, muito especial e está todo mundo bem”. O relato completo foi publicado por Maria Dulce Miranda, no Estado de Minas.

Sete meses que renderiam uma temporada
O ano de 2026 empilhou episódios na vida da sertaneja numa velocidade que a linha do tempo explica melhor que qualquer resumo. A cronologia foi reunida pela redação do Band Entretê:
- 12 de janeiro — Lauana anuncia o fim do noivado com Tati Dias, com quem estava noiva desde junho de 2025. Nenhuma das duas explica o motivo.
- 19 de janeiro — sete dias depois, ela anuncia que está grávida, por fertilização in vitro.
- Começo de fevereiro — o casal reata. “Gente, a gente voltou!”, escreveu a cantora.
- 28 de junho — casamento em Ubatuba, no litoral paulista.
- 31 de julho — nasce Dom.
- 3 de agosto — Bento, filho de 4 anos de Tati de um relacionamento anterior, conhece o irmão.
A sequência de janeiro é a que mais confundiu o público: término e anúncio de gravidez com uma semana de intervalo. A explicação está na data que ninguém olhou — a da médica.
Como funciona a FIV, e por que quatro anos importam
Quando Lauana publicou o anúncio da gravidez, a médica Camylla Silva comentou: “Foram 4 anos para chegar até aqui, com muita fé, persistência e amor”. Esse número reorganiza a história inteira — o projeto de ser mãe começou muito antes do relacionamento atual, que é de 2024. A gravidez não dependia do noivado, e é por isso que uma coisa pôde acontecer sem a outra.
Vale entender o mecanismo, porque “fez FIV” virou expressão de uso corrente e quase ninguém sabe o que ela descreve.
A fertilização acontece fora do corpo. A mulher passa por semanas de estimulação hormonal para produzir vários óvulos de uma vez, em lugar do único do ciclo natural. Os óvulos são coletados num procedimento com sedação e encontram os espermatozoides em laboratório. Os embriões formados são cultivados alguns dias e então um deles é transferido ao útero. É o oposto da inseminação artificial, mais simples, em que o sêmen é depositado no útero e o encontro acontece lá dentro.
Cada ciclo é uma aposta, não uma garantia. É aqui que os quatro anos fazem sentido. A taxa de sucesso por transferência varia muito com a idade e com a causa da infertilidade, e boa parte das pacientes precisa de mais de um ciclo. Entre uma tentativa e outra há espera, reposição hormonal, custo e desgaste emocional — a “jornada” de que se fala não é figura de linguagem, é calendário.
Para um casal de duas mulheres, o sêmen vem de um banco. No Brasil, a doação é obrigatoriamente anônima pelas regras do Conselho Federal de Medicina: a família escolhe características gerais do doador, nunca a identidade, e o doador não tem vínculo nem obrigação com a criança. Existe ainda uma variação chamada gestação compartilhada, em que o óvulo é de uma das mulheres e o útero é da outra — não foi o caso aqui, já que Lauana gestou o próprio filho.
O registro sai com as duas mães, direto no cartório. Desde 2017 uma norma do Conselho Nacional de Justiça permite registrar filho nascido por reprodução assistida em nome de duas mães sem precisar de ação judicial ou de adoção. Antes disso, a mãe não gestante tinha de entrar na Justiça para ser reconhecida — um processo que podia levar anos e, nesse intervalo, ela não tinha direito nenhum sobre a criança.
Chegada de bebê em família famosa rende texto por aqui: veja também Elaine Mickely virando avó com o nascimento de Arthur. Mais lançamento, show e bastidor na editoria de música.
O que a Foka achaA internet passou janeiro inteiro tentando montar a fofoca — terminou e engravidou em sete dias, o que será que aconteceu — e a resposta estava na legenda da médica, não na timeline do casal. Quatro anos de tratamento significam que Lauana já estava nessa estrada quando conheceu Tati, e que a maternidade dela nunca esteve na dependência de um relacionamento dar certo. Uma mulher de 37 anos decidindo ter um filho sozinha, com a ciência que existe, e depois construindo a família em volta disso — não o contrário. É uma ordem diferente da que a novela costuma usar, e é a parte da história que ninguém noticiou porque não cabia em manchete de término.
— Cláudia Fofoka