José Rico morreu de quê? A causa da morte em 2015 e como vive Milionário aos 86 anos
Metade da dupla Milionário & José Rico, ele passou mal de manhã e morreu à tarde, aos 68 anos, com shows marcados para a mesma semana. O castelo que construía em Limeira pode virar museu, e o parceiro vive num sítio no interior paulista.
- José Rico, da dupla com Milionário, morreu em 3 de março de 2015, aos 68 anos, de parada cardíaca causada por um infarto.
- Ele passou mal de manhã em Americana (SP), onde morava, e morreu à tarde no hospital. A dupla tinha show marcado para aquela sexta.
- Milionário, 86, vive hoje num sítio em Mogi Mirim (SP), longe da agenda de grandes shows.
José Rico morreu de parada cardíaca em consequência de um infarto do miocárdio, em 3 de março de 2015, aos 68 anos. Metade da dupla Milionário & José Rico, ele passou mal pela manhã em Americana, no interior de São Paulo, onde morava.
Foi internado às pressas, com complicações no coração e nos rins, e a morte foi confirmada às 14h18 daquela terça-feira. A dupla ainda tinha agenda: o show seguinte seria na sexta (6), numa exposição agropecuária em Laranjeiras do Sul (PR). O último tinha sido em Osasco, no domingo (1º).
“Nesta tarde de terça-feira às 14h18 do dia 03 de março de 2015 foi confirmado o falecimento do cantor decorrente de uma parada cardíaca por consequência de infarto do miocárdio.”
Nota da Cian Promoções, divulgada pela assessoria da dupla em 3 de março de 2015
Por que um infarto leva à parada cardíaca?
No infarto, uma das artérias que levam sangue ao próprio coração entope, e a parte do músculo que ela alimentava fica sem oxigênio. A área lesionada pode desorganizar o sistema elétrico que comanda os batimentos.
Quando o ritmo se desorganiza, o coração deixa de bombear e o sangue para de circular: é a parada cardíaca. Sem reanimação em poucos minutos, a chance de sobreviver cai rápido. Um infarto também matou Lucas, da dupla Lucas & Matheus, em Portugal.
Quem era José Rico?
Ele nasceu em 1946 em São José do Belmonte, em Pernambuco, e foi criado em Terra Rica, no Paraná. O nome artístico vem da cidade. Conheceu Romeu Januário de Matos, o Milionário, por acaso, num hotel de São Paulo, no fim dos anos 1960.
A dupla estourou com Estrada da Vida, de 1977, que vendeu mais de 2 milhões de cópias e virou filme de Nelson Pereira dos Santos em 1981, com os dois nos papéis principais. No fim dos anos 1990, já somavam mais de 31 milhões de discos.

O apelido era Gargantas de Ouro do Brasil. O som misturava o sertanejo com harpa, sanfona, trompete e influências paraguaias e mexicanas. Os dois se separaram em 1991 e voltaram a cantar juntos em 1994.
O que aconteceu com o castelo de José Rico?
Em 1991, José Rico começou a erguer um castelo em Limeira, no interior paulista, e nunca terminou a obra. Em entrevistas na TV, disse que o lugar já passava dos 100 cômodos.
A obra parou com a morte dele. Em 2022, a Justiça mandou penhorar o imóvel para pagar a dívida trabalhista com um músico que acompanhou a dupla entre 2009 e 2015. O castelo foi avaliado em R$ 15,1 milhões, e os leilões terminaram sem comprador.
Em 26 de maio deste ano, a Prefeitura de Limeira declarou a área de utilidade pública. O decreto abre estudos para uma possível desapropriação e um museu da música sertaneja no lugar.
A prefeitura diz que não vai usar dinheiro do município e que vai buscar recursos dos governos estadual e federal e da iniciativa privada.
Como está Milionário hoje?
Milionário tem 86 anos e mora num sítio em Mogi Mirim, no interior paulista. Desde a morte do parceiro, deixou a rotina de grandes shows.

O sítio tem pomar, criação de pequenos animais e tanques de pesca esportiva, o passatempo preferido dele. Os amigos que aparecem por lá costumam terminar a visita numa roda de viola.
Outra dupla sertaneja perdeu uma das vozes nesta semana: Rick, da dupla com Renner, morreu aos 59 anos na queda de um helicóptero, em Santa Catarina.
Mais em Música: a turnê de Ney Matogrosso aos 85 anos e a causa da morte de Dolly Parton, aos 80.
Com informações da Agência Brasil, do GC Notícias, de Paulo Henrique Lima e Thiago Lincolins, da CARAS, de Gabriel Moura, do Alô Alô Bahia, do Terra e da Prefeitura de Limeira.
— Cláudia Fofoka