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Dolly Parton morre aos 80 anos de câncer, sem velório público e com um pedido: cama de algodão

A cantora morreu em Nashville, no centro de oncologia do Vanderbilt, quatro dias depois de dizer que estava lidando com problemas de saúde. O anúncio veio pelo sobrinho que ela escolheu anos antes.

Dolly Parton, de cabelo loiro volumoso e vestido dourado, sorri sentada em um fundo bege
Dolly Parton, 80 anos, em gravação divulgada pelo canal oficial dela. Reprodução/YouTube Dolly Parton
  • Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, em Nashville. A assessoria informou que a causa foi câncer, sem dizer o tipo.
  • Não haverá velório público: a pedido dela, a família fará um serviço pequeno e reservado, só para os parentes mais próximos.
  • O anúncio veio em vídeo, pelo sobrinho Bryan Seaver — escolhido por ela anos antes para dar exatamente essa notícia.

Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), em Nashville, no Tennessee, aos 80 anos. O comunicado saiu no perfil oficial dela no Instagram, em nome das famílias Parton e Owens, e diz que ela partiu “em paz”.

A causa foi câncer, segundo os representantes da cantora. O tipo não foi divulgado. Nos últimos meses, Dolly falou em público de pedra nos rins, imunidade baixa e desidratação — nunca de um diagnóstico oncológico.

Qual foi a causa da morte de Dolly Parton?

Câncer, confirmado pela assessoria dela horas depois do anúncio da morte. Não houve detalhamento do tipo nem da data do diagnóstico, e a própria Dolly nunca tratou disso em público.

Ela morreu no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, o centro de oncologia do complexo hospitalar Vanderbilt, em Nashville, cercada pela família. No vídeo do anúncio, o sobrinho a chama pelo nome de registro: Dolly Rebecca Parton Dean.

O histórico recente é todo público. Em setembro de 2025 ela tratou uma infecção causada por pedra nos rins. Em maio, adiou a temporada de shows em Las Vegas. E neste mês cancelou a inauguração da nova atração do Dollywood por ordem médica, com desidratação e tontura.

Retrato em preto e branco de Dolly Parton, de cabelo loiro volumoso, olhando para o lado
O retrato que a família publicou junto do comunicado, com a frase “I will always love you” e a assinatura dela embaixo. Reprodução/Instagram @dollyparton

Quatro dias antes de morrer, em entrevista publicada na sexta, ela tinha dito: “Estou lidando com alguns problemas de saúde que eu simplesmente não olhei enquanto cuidava do Carl”. Carl Thomas Dean, marido dela por 59 anos, morreu em março de 2025.

Vai ter velório aberto ao público?

Não. O comunicado da família é direto: a pedido de Dolly, haverá “um serviço pequeno e privado” apenas para os parentes mais próximos. Nenhuma data nem local foram divulgados.

Para quem quiser se despedir, a família indicou dois caminhos: marcar @DollyParton nas redes sociais ou deixar uma mensagem no site oficial dela. E pediu que, no lugar de flores, as doações vão para a Imagination Library.

Por que a notícia veio em vídeo, e pelo sobrinho?

Porque ela pediu assim. Bryan Seaver é filho de Cassie Parton, irmã de Dolly, e trabalhava como chefe da segurança dela. Contou que foi escolhido anos antes para dar o recado, e descreveu a tarefa como “uma honra misturada com orgulho absoluto e uma tristeza enorme”.

No mesmo vídeo, ele repassou um pedido dela sobre o próprio enterro.

“A Dolly me ligou e disse que quer descansar numa bela cama de algodão macio, porque depois de uma vida usando strass pesado ela finalmente merece ficar confortável e descansar um pouco.”

Bryan Seaver, sobrinho de Dolly Parton, no vídeo divulgado pela família

Ele fechou se despedindo pelos nomes que só a família usava: tia Dolly, Granny e Gigi.

O vídeo em que Bryan Seaver anuncia a morte da tia, publicado nos canais oficiais de Dolly. Reprodução/YouTube Dolly Parton

Os 300 milhões de livros que ela deixa funcionando

A Imagination Library começou em 1995, em homenagem ao pai dela, Robert Lee Parton, que não sabia ler nem escrever. O mecanismo é simples: a criança é cadastrada pelo endereço e recebe um livro por mês em casa, de graça, do nascimento até os cinco anos.

Hoje são mais de 3 milhões de livros por mês em cinco países — Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Irlanda. Nos Estados Unidos, uma em cada seis crianças menores de cinco anos está inscrita. O total já passou de 300 milhões.

É para lá que a família mandou o dinheiro das flores. A conta se paga com sete décadas de trabalho: 3 mil músicas compostas, 49 álbuns, 11 Grammys, duas indicações ao Oscar e o Dollywood, o parque que ela abriu no Tennessee em 1986.

Dolly Parton canta em um microfone de estúdio, ao lado de fotos de Miley Cyrus, Reba McEntire e Lainey Wilson gravando
Dolly em estúdio com Miley Cyrus, Reba McEntire e Lainey Wilson na regravação de “Light of a Clear Blue Morning”. Reprodução/YouTube Dolly Parton

Miley Cyrus, afilhada dela, escreveu: “Descanse em paz, Dolly, você atravessou o tempo e vive no coração de gerações inteiras”. Elton John se disse “chocado e devastado” e chamou Dolly de “artista gigante, única e insubstituível”. Nos Estados Unidos, as bandeiras ficam a meio mastro pelo resto da semana.

O que a Foka acha: o que chama atenção é quanto dessa despedida ela já tinha decidido em vida. Escolheu o sobrinho que daria a notícia, pediu o serviço reservado, apontou a Imagination Library como destino das doações e descreveu até o algodão do caixão. Sobrou pouca coisa para a família resolver no dia.

Mais despedidas e histórias de bastidor em Música: o cortejo de Bonnie Tyler em Mumbles, o fim da disputa pela casa de Gal Costa e a morte de Glória Menezes aos 91.

Com informações do comunicado das famílias Parton e Owens, do vídeo de Bryan Seaver, da revista People e da Imagination Library.

— Cláudia Fofoka

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