Eugenie tem filha em Lisboa e empurra o tio na fila do trono
A terceira filha da princesa nasceu na segunda-feira (3) num hospital de Lisboa e entrou em 15º na linha de sucessão britânica, jogando o príncipe Edward um degrau para trás. A lei de 2013 garante que o lugar dela é definitivo — o da princesa Anne nunca foi.
- A princesa Eugenie, 36, teve a terceira filha na segunda-feira (3), às 18h20, num hospital de Lisboa. O bebê nasceu com 2,98 kg e ainda não tem nome divulgado.
- É a primeira menina do casal com Jack Brooksbank, 40, depois de August, 5, e Ernest, 3. A família divide o tempo entre Londres e Portugal.
- A menina entra em 15º lugar na linha de sucessão britânica e empurra o príncipe Edward, tio de Eugenie, um degrau para trás.
A princesa Eugenie, sobrinha do rei Charles 3º, deu à luz a terceira filha na segunda-feira (3), às 18h20, num hospital de Lisboa. A menina nasceu com 2,98 kg e é a primeira filha mulher do casamento com Jack Brooksbank. O nome ainda não foi anunciado — a imprensa britânica diz que os pais estão levando tempo para decidir.
O comunicado do palácio informou que o rei, a rainha e os demais integrantes da família real receberam a notícia com alegria. Detalhe que a imprensa portuguesa fez questão de marcar: é o primeiro bebê da realeza britânica nascido em Portugal neste século.
Como uma recém-nascida move a fila do trono
É aqui que a notícia deixa de ser nota de maternidade. A linha de sucessão britânica não é um ranking de importância — é uma fila com regra fixa, e cada nascimento reorganiza tudo o que vem depois.
A fila anda por ramo, não por pessoa. Cada filho do monarca abre um ramo, e o ramo inteiro — filhos, netos, bisnetos — é percorrido antes de a fila passar para o irmão seguinte. Por isso a filha de Eugenie não entra no fim: ela entra logo atrás dos irmãos, dentro do ramo do príncipe Andrew.
- 12º — princesa Eugenie
- 13º — August Philip Hawke, 5 anos
- 14º — Ernest George Ronnie, 3 anos
- 15º — a recém-nascida
- 16º — príncipe Edward, duque de Edimburgo, que estava em 15º
Ninguém acima dela se mexeu. Quem desceu foi todo mundo dali para baixo, começando pelo irmão caçula do rei — que é tio de Eugenie e, ao contrário dela, trabalha em tempo integral para a Coroa. Um bebê nascido num hospital de Lisboa empurrou um duque em exercício, e essa é a regra funcionando exatamente como foi escrita.

A lei de 2013 que garante o lugar dela para sempre
Há uma parte da história que só aparece quando se compara com a geração anterior, e é a mais interessante.
Até 2011, valia a primogenitura masculina: irmão homem passava na frente de irmã mulher, não importava quem tinha nascido antes. É por isso que a princesa Anne, nascida em 1950 e segunda filha da rainha Elizabeth 2ª, aparece na fila atrás dos irmãos mais novos Andrew (1960) e Edward (1964) — e atrás dos filhos deles também. Ela foi ultrapassada por ter nascido mulher, e nunca vai recuperar as posições.
O Succession to the Crown Act, de 2013, acabou com isso para quem nasceu depois de 28 de outubro de 2011. A partir dessa data, a fila segue só a ordem de nascimento. Como a filha de Eugenie nasceu em 2026, ela está atrás de August e Ernest apenas porque chegou depois — e se o casal tiver um quarto filho homem, ele entra em 16º, atrás dela. O lugar dela é definitivo. O da tia-avó Anne não foi.
Por que Lisboa
Eugenie e Jack Brooksbank dividem a vida entre Londres e Portugal. Ela não é membro trabalhador da realeza: não recebe verba pública pelo cargo, não cumpre agenda oficial e, justamente por isso, não precisa morar perto do palácio. É a diferença prática entre estar na linha de sucessão e trabalhar para a Coroa — a primeira coisa é herança, a segunda é emprego, e só a segunda prende a pessoa a um endereço.
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O que a Foka achaO número 15 não vale nada e vale tudo ao mesmo tempo. Essa menina não vai reinar — precisaria de uma catástrofe para chegar perto —, mas o lugar dela na fila é mais sólido que o de uma princesa que passou a vida inteira trabalhando para a instituição. Anne cumpre centenas de compromissos oficiais por ano e está atrás de sobrinhos que ela viu nascer, porque uma lei de antes do nascimento dela decidiu assim. A recém-nascida de Lisboa não vai cumprir compromisso nenhum e entrou na frente do próprio tio-avô. A Fofoka acha que a monarquia acabou de mostrar, num parto em Portugal, o que ela premia de verdade: não é serviço, é data de nascimento — e desde 2013 ela ao menos parou de premiar também o sexo.
— Cláudia Fofoka