Gabriella Wilde, de Mulher-Maravilha 1984 e Poldark, é doula da morte; entenda o que ela faz
Segundo a ITV, ela atua como doula desde 2019; Mother’s Pride, comédia com ela no elenco, estreou em março. A doula de fim de vida faz acompanhamento não médico; no Brasil, há cursos de formação.
- Gabriella Wilde atua como doula da morte desde 2019, segundo o programa This Morning.
- Ela começou a formação enquanto ainda gravava Poldark, e tem filme lançado em 2026.
- Doulas de fim de vida oferecem companhia e apoio às famílias, sem substituir cuidados médicos.
Gabriella Wilde, 37, contou como se tornou doula da morte em uma entrevista exibida na quarta-feira (14). A atriz inglesa de Poldark acompanha pessoas no fim da vida e diz que começou a se formar enquanto ainda gravava a série.
O programa This Morning, da ITV, informa que ela exerce a atividade desde 2019. Mother’s Pride, comédia britânica com ela no elenco, chegou aos cinemas do Reino Unido em 6 de março.
Em setembro, ela disse a um jornal britânico que já tratou a atuação como questão de vida ou morte e que hoje mantém distância da indústria em volta: “Gosto de atuar, mas não vou me deixar sugar por essa roda de hamster maluca”.
Quem é Gabriella Wilde e quais filmes e séries ela fez?
Nascida em 8 de abril de 1989, a inglesa é atriz e modelo. Entre os trabalhos de TV está Caroline Penvenen, depois Caroline Enys, em Poldark. Sua participação na produção britânica começou na segunda temporada, exibida em 2016, e seguiu até a quinta, em 2019.
No cinema, interpretou Constance em Os Três Mosqueteiros (2011), Sue Snell em Carrie, a Estranha (2013), e Jade Butterfield em Amor Sem Fim (2014). Em Mulher-Maravilha 1984, lançado em 2020, aparece como Raquel.

Como Gabriella Wilde virou doula da morte?
Na entrevista de quarta ao This Morning, Gabriella situou o início desse interesse em seus estudos de psicoterapia. Ela contou que se interessou primeiro pela relação das pessoas com o luto, depois pela própria mortalidade, e percebeu o quanto se fala pouco sobre a morte.
“Rapidamente, passei a me interessar pela nossa relação com o luto.”
Gabriella Wilde, no This Morning, em 14 de outubro de 2026; tradução do inglês. Original: “quite quickly became interested in our relationship with grief”.
Ela explicou que o trabalho mudou sua maneira de compreender a morte e de viver. Ao descrever o acompanhamento, deu um exemplo simples: estar ao lado da pessoa e segurar sua mão para que ela tenha companhia. Gabriella também apresenta Mortal, podcast sobre mortalidade e luto.
O que faz uma doula da morte?
A National End-of-Life Doula Alliance (NEDA), associação da área nos Estados Unidos, define o serviço como apoio não médico à pessoa e à família. A doula escuta suas necessidades, ajuda a reunir informações e apoia escolhas, trabalhando com os demais cuidadores e a equipe de saúde.
Tem gente ganhando dinheiro para lavar a louça de casaAjudo · Renda extraQuero saberEntre as atividades ensinadas pela escola brasileira AmorTser estão apoiar conversas sobre desejos de fim de vida e organizar rituais de despedida conforme as crenças da família. A escola também prevê acompanhamento do luto após a morte. O atendimento pode ocorrer em casa, hospital ou instituição de longa permanência.
O papel de doula não exige ser médica ou enfermeira. Pelas diretrizes da NEDA, ela não administra medicamentos, monitora sinais vitais nem dá orientação médica. Demandas fora de sua atuação devem ser encaminhadas aos profissionais adequados; o apoio complementa o atendimento das equipes de saúde.

Existe doula da morte no Brasil e como é a formação?
Há cursos no Brasil. A escola AmorTser anuncia uma formação de 165 horas online, mais 30 horas de estágio, de janeiro a junho de 2027. A Faculdade Factum descreve um curso de 192 horas em seis meses, com teoria, vivências e estágios supervisionados. A Associação Brasileira de Tanatopraxistas e Tanatologia (ABT), entidade da área funerária, inclui doulas da morte entre os associados.
Na Factum, os requisitos incluem ter 18 anos e ensino médio completo, e a formação recebe interessados de outras áreas. O programa aborda comunicação, cuidados paliativos e luto.
Segundo a AmorTser, o trabalho de fim de vida ainda aguarda regulamentação específica no Brasil. A Lei 15.381, de abril de 2026, regulamentou a doulagem ligada à gestação, ao parto e ao pós-parto. Seu texto define expressamente esse alcance, sem estabelecer uma formação para acompanhamento da morte.
Mais em Famosos e TV, e no perfil de Gabriella Wilde.
Com informações de ITV/This Morning; BANG Showbiz; Toria Sheffield, da People, via AOL; The Times, via People; Conway van Gelder Grant; PBS Masterpiece; Fandango; Fred Films; Mortal/Acast; NEDA; AmorTser; Faculdade Factum; ABT; e Presidência da República.
— Cláudia Fofoka
