Medina e Isabella perdem o bebê no 3º mês: o que se sabe
A gestação não avançou para a fase fetal e a descoberta veio no exame morfológico, cinco dias depois do casamento. O casal pediu tempo em nota. Perda de primeiro trimestre é a complicação mais comum da gravidez.
- Gabriel Medina, 32, e Isabella Arantes, 29, perderam o primeiro filho cinco dias depois de se casarem no litoral norte de São Paulo.
- A gestação não avançou para a fase fetal, e a descoberta veio no exame morfológico, feito por volta do terceiro mês.
- Em nota conjunta nas redes, o casal pediu tempo: “Nosso coração precisa de um tempo”.
O surfista Gabriel Medina, 32, e a bailarina e influenciadora Isabella Arantes, 29, perderam o bebê que esperavam. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao atleta a Luiza Zequim e Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil.
A gravidez tinha sido anunciada pelo próprio Medina no discurso do casamento, no fim de julho, numa casa de festas em São Sebastião, com Neymar e Bruna Biancardi entre os convidados. “Deus nos deu o maior [presente] dele, o nosso filho”, disse ele na ocasião. Cinco dias depois, veio a perda.
Medina e Isabella em imagens
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O que o casal disse
Isabella publicou nos stories do Instagram uma nota assinada pelos dois, sem detalhar o que aconteceu, segundo Esther Morais, no Alô Alô Bahia.
Nosso coração precisa de um tempo. Estamos vivendo dias de silêncio, cura e confiança em Deus. Temos sentido seu amor nos sustentando e nos confortando. Somos profundamente gratos à nossa família, aos nossos amigos e a todos que estiveram ao nosso lado neste momento tão difícil.
Isabella Arantes e Gabriel Medina, em nota
Na manhã de terça (4), Medina havia republicado nas redes uma imagem com uma frase curta: “Tenha fé, não se apresse”.

O que significa “a gestação não avançou para a fase fetal”
A frase apareceu em todas as reportagens e quase nenhuma explicou. Vale explicar, porque é a dúvida de quem passa por isso.
A gravidez tem duas etapas de nome próprio. Até cerca de dez semanas, fala-se em fase embrionária; a partir daí, em fase fetal. Quando o desenvolvimento para antes dessa passagem, a gestação não chega à segunda etapa — e frequentemente não há sintoma nenhum. A mulher segue se sentindo grávida, porque o corpo ainda produz os hormônios da gestação.
É por isso que a descoberta costuma vir num exame de rotina, como no caso do casal. O ultrassom mostra o que o corpo ainda não avisou. Esse intervalo entre a interrupção real e a descoberta é uma das partes mais duras da experiência, e ele não tem nada de excepcional.
Perda no primeiro trimestre é comum — e quase nunca é culpa de alguém
Os números estão no protocolo de abortamento da Febrasgo, a federação brasileira de ginecologia e obstetrícia:
- O abortamento espontâneo é a complicação mais frequente da gravidez. Não é evento raro nem sinal de algo errado com a mãe.
- Cerca de 80% das perdas acontecem até a 12ª semana — ou seja, no primeiro trimestre, exatamente a faixa deste caso.
- Cerca de metade tem causa cromossômica: um erro aleatório na divisão celular, que acontece na concepção e não é provocado por nada que os pais tenham feito ou deixado de fazer.
- Em pelo menos um terço dos casos, a causa nunca é identificada. E não identificar não significa procurar mal.
O que muda para quem lê: perda de primeiro trimestre não indica infertilidade nem prediz o que vai acontecer numa próxima gestação. A investigação médica costuma ser indicada a partir de perdas repetidas, não da primeira.
E há a parte que nenhum protocolo cobre: por convenção, a gravidez só é contada às pessoas depois do terceiro mês, justamente porque a perda é comum antes disso. O efeito colateral dessa regra silenciosa é que quem perde antes do anúncio costuma enlutar sozinha, sem que ninguém à volta soubesse que havia uma gravidez. O casal aqui viveu o inverso: contou no altar, e teve de desdizer em público cinco dias depois.
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O que a Foka achaO casal fez a única coisa que cabia: informou e pediu tempo, sem detalhe clínico e sem entrevista. O tempo é deles. O que sobra para nós é a parte útil — dizer, com número em cima, que perda de primeiro trimestre é a complicação mais comum da gravidez e que na maioria das vezes ninguém fez nada de errado. É a informação que falta para muita gente que passa por isso em silêncio, sem casamento, sem nota e sem ninguém perguntando como está.
— Cláudia Fofoka


