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Cássio Gabus Mendes deixa “A Nobreza do Amor”; Casemiro morre

A coluna Play, de O Globo, antecipou a saída do ator da novela das seis. O personagem dele terá uma morte na trama, mas só bem mais adiante — e Taís Araújo entra como rainha africana.

Cássio Gabus Mendes caracterizado como Casemiro em A Nobreza do Amor
Cássio Gabus Mendes como Casemiro Bonafé. Reprodução/Globo
  • Cassio Gabus Mendes vai deixar o elenco de “A Nobreza do Amor”, novela das seis da Globo. A informação é da coluna Play, de O Globo.
  • Casemiro Bonafé, o personagem dele, não some do ar agora: vai morrer na trama, mas só bem mais adiante.
  • No mesmo movimento, Taís Araújo entra na novela como uma rainha africana que ajuda a protagonista contra o vilão de Lázaro Ramos.

Cassio Gabus Mendes deixará o elenco de “A Nobreza do Amor”, novela das seis da Globo. A saída foi antecipada nesta terça-feira (4) pela coluna Play, do jornal O Globo, e repercutida por Estrelando e Tribuna do Agreste. O motivo não foi revelado.

Atenção ao que a notícia diz e ao que ela não diz: quem morre é o personagem. Casemiro Bonafé terá uma morte na trama, e ela não acontece agora — está prevista para bem mais adiante na história.

Quem é Casemiro Bonafé

Casemiro é o dono do engenho Santa Fé, o mais importante de Barro Preto, região onde a novela se passa nos anos 1920. É personagem de peso na trama: pai magoado com a recusa do filho, Mirinho, em assumir o negócio da família, duro por decepção e não por maldade, generoso com os empregados do engenho. É ele quem banca a chegada da luz elétrica à cidade, contra o conservadorismo local.

Por que a morte demora a chegar

Aqui está o mecanismo que o leitor de novela raramente vê explicado. Novela vai ao ar com meses de vantagem de gravação. Quando um ator sai no meio, a produção não pode simplesmente apagá-lo: os capítulos com ele já estão gravados, editados e escalados na grade.

Matar o personagem lá na frente é a saída padrão porque resolve os dois problemas de uma vez. O material já pronto continua indo ao ar sem remendo, e o autor ganha tempo para escrever uma despedida que faça sentido dramático — em vez de sumir com o dono do engenho de um capítulo para o outro e ter que explicar o buraco. Morte anunciada com antecedência é sinal de saída negociada, não de rompimento.

Cassio Gabus Mendes caracterizado como Casemiro ao lado de imagem de Taís Araújo
Sai Casemiro, entra a rainha de Taís Araújo: as duas mexidas foram anunciadas no mesmo dia. Reprodução/Globo

Taís Araújo entra como rainha africana

A mesma coluna trouxe a outra ponta do movimento: Taís Araújo se junta ao elenco no papel de uma rainha africana, que chega para ajudar a protagonista Alika (Duda Santos) a enfrentar o vilão Jendal, vivido por Lázaro Ramos.

Vale registrar o detalhe de bastidor: Taís Araújo e Lázaro Ramos são casados na vida real e vão se enfrentar em cena.

A Copa do Mundo bagunçou o cronograma

Tem um fator externo empurrando tudo. A novela acumulou cerca de dez dias de atraso e teve capítulos encurtados por causa da Copa do Mundo, que comeu tempo da grade. Capítulo curto adia o que estava escrito para acontecer nele, e o efeito se propaga: estreia de personagem novo atrasa junto.

É por isso que a entrada de Taís e a saída de Cassio saem na mesma nota. Não é acaso editorial — é a produção reorganizando o calendário inteiro de uma vez.

Mais capítulo, elenco e bastidor de novela na editoria de novelas, e o que acontece dentro das emissoras em TV e realities.

O que a Foka achaSaída sem motivo divulgado, morte marcada para daqui a muitos capítulos e uma contratação de peso anunciada no mesmo dia: isso não é crise, é troca planejada. A Globo trocou o dono do engenho por uma rainha e ainda colocou Taís Araújo e Lázaro Ramos em lados opostos da mesma guerra. Quem perde é Barro Preto; quem ganha é o segundo semestre da novela.

— Cláudia Fofoka · Beijo da Foka.

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