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Milhares cantam “Total Eclipse of the Heart” na despedida de Bonnie Tyler no País de Gales

Ela morreu em 8 de julho, aos 75, em Portugal. E revelou à BBC que 1,2 bilhão de streams do maior sucesso dela renderam “praticamente nada”.

Retrato de Bonnie Tyler nos anos 1980, de cabelos loiros cacheados e blusa azul-clara
Retrato de Bonnie Tyler feito por Simon Fowler para a revista Tracks, em 1986. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial
  • Milhares de pessoas foram às ruas de Mumbles, no País de Gales, neste sábado (15), para ver passar o caixão de Bonnie Tyler.
  • Ela morreu em 8 de julho, aos 75 anos, em Portugal, depois de uma cirurgia intestinal em Faro e de um coma induzido.
  • O funeral é nesta segunda (17), na Catedral de Swansea, e a celebração será transmitida ao vivo às 8h de Brasília.

O caixão de Bonnie Tyler passou neste sábado (15) pelas ruas de Mumbles, no País de Gales, coberto pela bandeira galesa. Quem estava na calçada começou a cantar “Total Eclipse of the Heart” e a jogar flores sobre o carro funerário.

Foram milhares de pessoas, muitas de fora. Michael Bone, 58, e o companheiro Alan Hawkins, 54, dirigiram de Derby, no norte da Inglaterra: “Quando eu era adolescente, a música dela estava em toda parte”.

Bonnie Tyler em fotos

arraste para o lado
  • Retrato de Bonnie Tyler de blusa clara e brincos, olhando para a camera
    Retrato feito por Simon Fowler para a revista Tracks, em 1986. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial
  • Bonnie Tyler de casaco preto e maos na cintura, em ensaio dos anos 1980
    Do mesmo ensaio de 1986, assinado por Simon Fowler. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial
  • Bonnie Tyler em foto azulada com coroa de flores, arte do single Band of Gold
    A foto que virou capa do single “Band of Gold”, também de Simon Fowler. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial
  • Bonnie Tyler de casaco preto encostada numa parede de madeira
    Outro registro do ensaio de 1986. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial
  • Bonnie Tyler cantando no palco sob luz baixa, com o microfone nas duas maos
    No palco, já nos últimos anos de carreira. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial

De que Bonnie Tyler morreu?

Ela foi internada no começo de maio em Faro, no sul de Portugal, para uma cirurgia intestinal, e depois foi colocada em coma induzido. Morreu em 8 de julho, aos 75, no país onde tinha uma casa.

Pouco antes da internação ela havia lançado o single “Only Love” e estava para começar uma turnê de vários meses pela Europa. A agenda foi cancelada, e naquele momento a família falava em recuperação lenta.

Quando soubemos de sua morte, nosso coração se partiu. Sua música tocou o coração de muita gente. Era um verdadeiro ícone.

Carys Edwards, 18 anos, à agência britânica PA, em Mumbles
Bonnie Tyler cantando no palco de casaco preto, com os bracos cruzados sobre o microfone
Bonnie Tyler no palco. Ela seguia em atividade até a internação, em maio. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial

Quando é o funeral, e dá para assistir?

O funeral é nesta segunda-feira (17), na Catedral de Swansea, seguido de uma cerimônia privada só para a família. A celebração da vida dela será transmitida ao vivo pelo Lounges.tv, ao meio-dia no horário britânico — 8h de Brasília.

A transmissão é gratuita, com registro por e-mail, segundo o aviso publicado no perfil oficial da cantora. É o próprio perfil, ainda tocado pela família e pela equipe, que vem dando os avisos desde julho.

Card oficial anunciando a celebracao da vida de Bonnie Tyler transmitida pelo Lounges tv na segunda 17 de agosto
O aviso da transmissão, publicado no perfil oficial da cantora. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial

Quanto ela ganhou com 1,2 bilhão de streams?

“Total Eclipse of the Heart” passou de 1,2 bilhão de reproduções no Spotify. Perguntada pela BBC quanto isso rendeu a ela, Bonnie respondeu: “nada, praticamente nada”.

O motivo está em quem assina a música. O único compositor creditado é Jim Steinman, morto em 2021 — e o dinheiro de composição vai para o espólio dele e para a editora que administra o catálogo, não para quem canta.

O Spotify diz ter distribuído mais de US$ 1,4 milhão em 2025 referentes ao catálogo dela. Só que a plataforma não paga o artista: paga os donos dos direitos de edição e do fonograma. Quanto disso chega a quem gravou depende do contrato dela com a gravadora, que não é público.

O clipe de “Total Eclipse of the Heart”, de 1983, passa de 1,3 bilhão de visualizações. Reprodução/YouTube Bonnie Tyler

Quem era Gaynor Hopkins?

Era o nome de batismo dela. Nasceu em 1951 em Skewen, ali perto de Mumbles, e foi descoberta numa casa noturna de Swansea em 1975. Nunca perdeu o sotaque galês, nem quando a carreira virou americana.

Além de “Total Eclipse of the Heart”, emplacou “It’s a Heartache” e “Holding Out for a Hero”, que entrou na trilha de “Footloose”. A voz rouca virou a marca dela, junto com os cachos loiros.

Retrato em preto e branco de Bonnie Tyler jovem, de blusa com ombros a mostra
Bonnie Tyler no começo da carreira, quando ainda assinava os primeiros singles. Reprodução/Instagram @bonnietylerofficial

O obituário publicado pela família a descreve como “uma artista calorosa e generosa cuja música emocionou várias gerações e continua animando pistas de dança e karaokês em todo o mundo”.

O que a Foka acha: a cena de sábado explica melhor o tamanho dela do que o número do Spotify. Uma música de 1983 que a plateia canta na rua, sem palco e sem playback, é o tipo de coisa que 1,2 bilhão de reproduções não mede — e que, pelas contas dela mesma, nunca rendeu quase nada.

Mais música por aqui: a morte de Lucas, da dupla Lucas & Matheus, também em Portugal, a morte de Marquinhos Menezes e Anitta no Altas Horas com o pai e os irmãos. Nos palcos, a volta de Simaria. Mais na editoria de Música.

— Cláudia Fofoka

Com informações da AFP, da agência britânica PA, da BBC — onde ela falou sobre o streaming — e do perfil oficial da cantora no Instagram.

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