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Sônia Lima, 66, vai casar de novo 7 anos após Wagner Montes

A atriz e apresentadora contou no NaTelinha Talk que está noiva do empresário Flávio Henrique Antunes e vai casar sem festa. Na mesma entrevista, falou do assédio na TV dos anos 80, do bolão que Silvio Santos perdeu e da frase que resume 30 anos de casamento com Wagner Montes.

Montagem com Sônia Lima durante entrevista, de camisa listrada, e Wagner Montes de terno, sentado
Sônia Lima no NaTelinha Talk e Wagner Montes, com quem foi casada de 1987 até a morte dele, em 2019. Reprodução/NaTelinha e Agência Brasil
  • Sônia Lima, 66, contou no NaTelinha Talk que está noiva do empresário Flávio Henrique Antunes, com quem namora desde 2020, e que vai casar sem festa.
  • É o segundo casamento dela. O primeiro foi com o apresentador Wagner Montes, de 1987 até a morte dele, em janeiro de 2019.
  • Na mesma entrevista, ela falou do assédio que sofreu na TV dos anos 80: “Muitas coisas que falaram pra mim dariam cadeia”.

Sônia Lima está noiva. A atriz e apresentadora, de 66 anos, contou no NaTelinha Talk desta quarta-feira (5) que vai oficializar a união com o empresário Flávio Henrique Antunes, namorado desde 2020 — e que a cerimônia não terá nada do que teve a primeira.

Tenho um parceiro, estamos noivos. Daqui a pouco, a gente deve se casar porque eu não sou uma pessoa de ficar vivendo assim. Não vou fazer festa, não.

Sônia Lima, ao NaTelinha Talk

Sônia Lima: da bancada do Show de Calouros ao segundo noivado

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  • Sônia Lima hoje, aos 66 anos: viúva desde 2019 e noiva do empresário Flávio Henrique Antunes.
    Sônia Lima hoje, aos 66 anos: viúva desde 2019 e noiva do empresário Flávio Henrique Antunes. Reprodução/Observatório dos Famosos
  • Wagner Montes foi apresentador do “Balanço Geral RJ” e deputado estadual pelo Rio. Morreu em 2019, aos 64 anos.
    Wagner Montes foi apresentador do “Balanço Geral RJ” e deputado estadual pelo Rio. Morreu em 2019, aos 64 anos. Reprodução/Jornal do Brasil
  • Sônia Lima em foto de arquivo, dos anos em que era jurada fixa do Show de Calouros.
    Sônia Lima em foto de arquivo, dos anos em que era jurada fixa do Show de Calouros. Reprodução/CARAS

Por que ela chama de “outro processo”

O assunto apareceu quando a apresentadora Drika Oliveira perguntou se o atual companheiro sente ciúme de ela falar tanto de Wagner Montes. A resposta abre a parte mais interessante da entrevista, e ela não é sobre romance — é sobre logística de vida.

Casar aos 66 não é a mesma operação que casar aos 27. Sônia explicou que Flávio nunca foi casado e não tem filhos, enquanto ela chega com família formada, um filho adulto — o ator Diego Montez — e três décadas de história pública com outro homem. Um dos dois construiu; o outro entrou em obra pronta.

O processo mais difícil é você não fazer comparações, é bem difícil. Ele chegou na minha vida com a minha vida pronta. Com o Wagner, construí minha vida. É diferente, é um outro processo.

Sônia Lima

É esse desnível que costuma derrubar segundo casamento na maturidade, e a fala dela mostra por quê: quem chega depois é medido contra um homem que não erra mais, porque parou no tempo. O acordo que os dois encontraram foi não fingir que o primeiro não existe.

O Flávio entende perfeitamente quem é o Wagner na minha vida ainda, porque ele só não está aqui. E ele sabe que se ele estivesse aqui eu estaria com ele. Isso ajuda.

Sônia Lima
Sônia Lima sentada em casa durante entrevista à CNN Brasil, com porta-retratos ao fundo
Sônia Lima começou no SBT nos anos 80 e chama Silvio Santos de “melhor mestre”. Reprodução/CNN Brasil

O bolão que Silvio Santos perdeu

Sônia e Wagner se conheceram no júri do Show de Calouros, começaram a namorar em agosto de 1987 e casaram no mesmo ano. Ninguém nos bastidores apostava um centavo naquilo.

O Silvio Santos achava que era mentira. Era para ele ser padrinho, ele não foi, foi o Carlos Alberto de Nóbrega. Teve um bolão na época, quem deu seis meses de duração para o nosso casamento foi o Silvio.

Sônia Lima

Os seis meses viraram mais de trinta anos. Wagner Montes — apresentador do “Balanço Geral RJ”, dono do bordão “Escracha” e deputado estadual pelo Rio — morreu em 26 de janeiro de 2019, aos 64 anos, de choque séptico. Eles seguiam juntos.

E é aqui que ela diz a frase que resume o casamento inteiro:

Não vou falar que casei apaixonada pelo meu marido. Não. Gostava bastante dele, tinha certeza de que era com ele que eu tinha que me casar. Mas eu digo que quando eu enterrei meu marido eu era mais apaixonada por ele do que quando me casei.

Sônia Lima

“Muitas coisas que falaram pra mim dariam cadeia”

A entrevista também passou pela TV em que ela se formou. Sônia entrou no Show de Calouros como hostess no começo dos anos 80 e virou jurada fixa em 1982, ficando até a última edição, em 1996 — um dos programas mais vistos do país num tempo em que o humor de auditório funcionava por duplo sentido.

Eu vivi numa época que muitas coisas que eu ouvi, muitas coisas que falaram pra mim dariam cadeia. Devo ter sofrido muito assédio, não quero nem pensar. Mas a gente ia levando. Não porque a mulher tinha que aguentar, mas a gente ia levando.

Sônia Lima

Ela completou: “Eu sofri muito, fui uma mulher taxada como símbolo sexual, fiz duas Playboys, até hoje ouço piadinha”. E disse que não vai adotar a postura de hoje, porque para ela o assunto está resolvido.

Vale entender a distinção que ela está fazendo, porque não é a de sempre. Sônia não diz que era melhor antes, nem que “hoje não se pode mais nada” — ela usa a palavra cadeia para descrever o que ouviu. O que ela recusa é outra coisa: reprocessar aos 66 anos, em público, algo que resolveu em particular. São duas operações diferentes, e o debate costuma tratá-las como uma só. Reconhecer que houve crime não obriga ninguém a reabrir o processo.

Sobre gente da TV em outra fase da vida, veja também por onde anda Ricardo Tozzi aos 50 e Elaine Mickely virando avó. A entrevista completa é do NaTelinha, com reportagem de Jéssica Alexandrino. Mais na editoria de famosos.

O que a Foka achaO melhor dessa entrevista não é o noivado, é a honestidade da contabilidade. Sônia Lima diz, na mesma conversa, que casou sem estar apaixonada e enterrou o marido apaixonada; que o novo companheiro é bom justamente por não disputar com um morto; e que a TV onde ela virou nome ouviu dela coisas que hoje dariam cadeia. Nada disso é confortável junto, e ela não tentou arrumar. A Fofoka acha que é exatamente essa recusa a costurar a própria história numa versão apresentável que faz a fala valer — e repara num detalhe: casar de novo, sem festa, aos 66, depois de trinta anos de uma união que Silvio Santos deu seis meses de vida, é a resposta mais elegante que alguém pode dar a um bolão. Ela ganhou duas vezes.

— Cláudia Fofoka

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