Gilberto Gil, 84, fica preso em elevador e é resgatado no Rio
Cantor de 84 anos ficou preso no elevador de casa, em Copacabana, na noite de domingo (2). Bombeiros do 17º GBM tiraram Gil sem ferimentos e ele agradeceu nas redes.
- Gilberto Gil, 84, ficou preso no elevador do prédio onde mora, em Copacabana, na noite de domingo (2).
- Militares do 17º GBM tiraram o cantor em segurança e sem ferimentos, e publicaram a foto do resgate.
- Por causa do episódio, Gil perdeu a estreia do espetáculo “Tarsila, a brasileira”, no Theatro Municipal do Rio.
Quem viu o nome de Gilberto Gil subir nas buscas na segunda-feira levou um susto à toa: ele está bem. Na noite de domingo (2), o cantor de 84 anos ficou preso em um dos elevadores do edifício Chopin, na Avenida Atlântica, em Copacabana, onde mora. Os bombeiros do 17º GBM foram acionados, fizeram o resgate e Gil saiu sem um arranhão.
O melhor da história é o desfecho. O Corpo de Bombeiros do Rio publicou a foto da ocorrência — Gil de bege no meio de seis militares fardados, com cara de quem está posando para retrato de família — e encerrou o post com “Aquele abraço”, em citação direta à música dele. Nos comentários, o próprio Gil respondeu:
Obrigado pela agilidade e cuidado. Aquele abraço.
Gilberto Gil, em resposta ao CBMERJ

A equipe do artista tratou o episódio no mesmo tom: “A #EquipeGil quer saber: quem nunca ficou preso no elevador? Hoje foi a vez de seu Gilberto. Já tá tudo certo”, escreveram, agradecendo aos bombeiros.
O compromisso que ficou para trás
O contratempo custou uma noite de teatro. Gil era um dos convidados da estreia de “Tarsila, a brasileira”, no Theatro Municipal do Rio, espetáculo com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello no elenco, e não conseguiu chegar. A informação foi apurada pela repórter Patricia Lima, do Diário do Rio, e confirmada por outros veículos que acompanharam a ocorrência.
Por que um elevador para no meio do caminho
Parece defeito, e quase sempre é o contrário: o elevador travado entre andares costuma ser o equipamento fazendo exatamente o que foi projetado para fazer. Oscilação de energia, sensor de porta que leu obstáculo, excesso de peso, limitador de velocidade acionado — em qualquer desses casos o comando manda parar. Parar é a resposta segura.
A cabine também não despenca. Ela é sustentada por vários cabos de aço, cada um dimensionado para aguentar a carga sozinho, e conta com um freio de segurança independente: se a cabine passar da velocidade permitida, garras mecânicas mordem as guias laterais e travam tudo. O sistema é de 1853 — Elisha Otis mandou cortar o cabo do elevador com ele em cima, diante do público de uma exposição em Nova York, para provar que a cabine ficava parada. É por causa desse freio que existem prédios altos.
O que fazer quando acontece com você
- Aperte o alarme e use o interfone. É para isso que eles existem. Em prédio residencial, a portaria costuma ter o telefone da empresa de manutenção.
- Ligue 193. Resgate de pessoa presa em elevador é ocorrência corriqueira de bombeiro, não é incômodo.
- Não force a porta. Abrir uma fresta e tentar sair pela abertura é o acidente clássico e grave: se o comando restabelece, a cabine se move com você no meio.
- Nem pense na tampa do teto. Ela existe para o resgate entrar, não para você sair. O poço tem contrapeso, cabos e graxa.
- Ar não falta. Cabine não é hermética — tem frestas e ventilação. O desconforto é calor e ansiedade, não falta de oxigênio.
- Sente e espere. Ficar de pé em tensão por vinte minutos cansa mais do que o susto merece.
Do lado do prédio, a prevenção é contrato: manutenção preventiva periódica feita por empresa qualificada é exigência legal, e boa parte dos municípios cobra vistoria em prazo definido. Elevador que trava com frequência não é azar, é agenda de manutenção atrasada.
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O que a Foka achaAos 84 anos, Gil ficou preso numa caixa de metal até bombeiro chegar e saiu de lá posando para foto com os bombeiros e citando a própria música. Tem gente que perde a compostura numa fila de banco. O susto virou a melhor imagem da semana porque ele deixou virar — e porque os bombeiros do Rio entenderam a piada antes de todo mundo.
— Cláudia Fofoka · Beijo da Foka.